Quanto custa um site para corretor de imóveis em 2026
Um site para corretor de imóveis custa entre R$ 130 e R$ 2.000 por mês, dependendo do que você espera que ele faça. A diferença está no modelo: assinatura mensal em plataforma padronizada, desenvolvimento customizado ou integração com portal imobiliário. Antes de comparar preços, você precisa saber que cada um desses modelos entrega coisas diferentes.
Qual é a diferença entre site próprio e página em portal
Um site próprio é estrutura que você controla. Domínio registrado no seu nome, dados de visitante nas suas mãos, contato direto com quem chegou lá. Quando você muda de plataforma, leva tudo junto.
Uma página em portal é espaço alugado. O visitante entra por lá, você paga comissão se fecha venda ou contato lá, e quando sai da plataforma deixa a audiência para trás. O anúncio é vulnerável a filtros que o portal controla, não você.
Site próprio custava mil reais por mês faz cinco anos. Hoje plataformas especializadas em imobiliária trouxeram isso para R$ 190 mensais. Mas existem ainda três modelos de precificação em operação, e entender cada um ajuda na escolha.
Assinatura mensal em plataforma padronizada
É o modelo mais acessível. Você não paga desenvolvimento, não paga por contato e não paga para destacar anúncio. A estrutura já existe, é a mesma para todos, e você personaliza cores, logotipo e texto de contato.
O custo vai de R$ 130 a R$ 190 por mês, dependendo de quantos imóveis você precisa exibir. Plano básico sai por R$ 130 para cinco imóveis, e é pensado para anfitrião de temporada ou corretor iniciante. Plano intermediário é R$ 190 para 15 imóveis, direcionado a corretor autônomo com carteira consolidada. Quem tem mais imóveis contrata ampliação: R$ 80 por 10 imóveis adicionais, ou R$ 140 por 20.
O que você recebe: site com estrutura pronta, domínio próprio com certificado de segurança incluído, catálogo de imóveis com até 10 fotos cada, captação de contato antes do redirecionamento para WhatsApp, relatórios de visitante e origem, e calendário de disponibilidade para quem aluga temporada. Nenhuma comissão sobre venda. Nenhuma taxa por contato recebido.
A desvantagem é que a estrutura é padronizada. Você não pode criar página customizada ou integrar com ferramenta externa. E a plataforma não escreve anúncio, não divulga nas redes e não promete posição em buscador. O que você ganha é casa própria para seus imóveis — sem pagar por resultado que não vem.
Desenvolvimento customizado contratado com agência
Quando o corretor ou imobiliária quer visual único, fluxo diferente ou integração com CRM, procura agência. O custo inicial sai de R$ 5.000 a R$ 15.000, mais R$ 500 a R$ 2.000 por mês de hospedagem e manutenção.
Esse modelo faz sentido para imobiliária pequena com dois a cinco corretores, ou para corretor que já tem marca consolidada e quer investimento mais robusto. O problema é que site caro não traz cliente por si só. A agência entrega linha e hook; você é quem pesca.
Muitos corretores e anfitriões já ouviram orçamento de agência e acharam caro para o que realmente precisam: ter endereço próprio, receber contato direto e saber de onde veio. Ninguém estuda como recebeu um visitante porque achou bonito a página. Estuda porque a página estava otimizada para quem o procurava.
Integração com portal imobiliário
Existe também o modelo híbrido: usar API de portal para alimentar site próprio. O visitante entra no seu site, vê imóvel sincronizado com portal, mas contato sai para você, não para o portal.
O problema é que nenhum portal grande oferece isso gratuitamente, e integração não resolve a questão de fundo. Você segue dependendo da plataforma para algoritmo de busca, para relevância, para visibilidade. Apenas transfere o contato. Isso custa ainda mais, porque é desenvolvimento customizado por cima de portal que cobra comissão.
Quanto custa ter imóvel em portal versus ter site próprio
Se você usa portal imobiliário — Imóvel Web, OLX, Airbnb, Booking — paga comissão quando contato vira contratação. Em venda de apartamento ou casa, comissão típica é 5% a 8% do valor. Em aluguel de temporada, as plataformas maiores cobram 15% a 20% do repasse. Algumas cobram ainda taxa por foto, por destaque ou por análise de crédito.
Em site próprio, você paga R$ 130 a R$ 190 por mês, sem importar quantos contatos recebe ou quanto vende. Se você vende um apartamento de R$ 300.000 com 5% de comissão, já ganhou R$ 15.000 — o custo anual do site (R$ 1.560 a R$ 2.280) sai de uma única negociação. O cálculo muda se você aluga por temporada: é raro um aluguel de R$ 3.000 gerar R$ 1.560 de diferença entre ficar na plataforma e estar em site próprio, porque a margem é menor.
Por isso site próprio é mais vantajoso para quem vende imóvel (venda à vista, maior valor por operação) do que para quem aluga por temporada (margem distribuída ao longo de muitas noites).
Os custos escondidos que ninguém fala
Você contrata site mas ninguém fala que precisa também de domínio. Domínio custa entre R$ 25 e R$ 100 por ano no Registro.br, dependendo da extensão. Se contrata agência, domínio já vem incluído. Se escolhe plataforma mensal, precisa registrar por conta própria.
Outro custo é divulgação. Site novo em domínio novo demora para aparecer em buscador — leva três a seis meses para começar a trazer tráfego orgânico. Enquanto isso, você precisa de estratégia para direcionar audiência para lá: conteúdo no Instagram, anúncio pago no Google ou Facebook, e-mail para contato antigo. Essa divulgação tem custo que não está na fatura do site.
Tem também o custo da falta de divulgação. Muitos corretores pagam por plataforma que nunca promove. Portal cobra comissão e investe em marketing dele, não no seu imóvel. Quando você está em site próprio, a responsabilidade de trazer gente é inteiramente sua — e isso é vantagem ou desvantagem dependendo de quanto você já investe em visibilidade.
Como decidir qual modelo escolher
Se você tem de 1 a 5 imóveis, aluga por temporada e quer evitar comissão de plataforma, assinatura mensal de R$ 130 compensa.
Se você é corretor autônomo com 10 a 30 imóveis na carteira e vive de venda ou aluguel por longo prazo, assinatura de R$ 190 é investimento que se paga na primeira operação.
Se você é imobiliária com vários corretores e já investe em marca, desenvolvimento customizado faz sentido — mas apenas se você tem orçamento também para divulgação consistente.
Se você só está começando e desconfia de promessa de resultado porque já ouviu muitas, observe: nenhum site traz contato sozinho. O site é o endereço onde você colhe o contato que você mesmo trouxe. Assim que entender isso, fica fácil comparar: não é quanto custa site, é qual é o custo de NÃO ter casa própria para seus imóveis. Portal é aluguel com risco de mudança de política. Site é propriedade com obrigação de trazer audiência.
Avaliar custo de site para corretor de imóveis também significa avaliar custo de depender de terceiro. Site próprio, mesmo custando R$ 190 por mês, oferece uma segurança que portal nunca dá: você não acorda descobrindo que foi suspenso, que a comissão mudou, ou que o algoritmo decidiu não mostrar seu anúncio. Você controla a estrutura e, principalmente, controla os dados de quem chegou até você.Leia também:
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